Car@s colegas Assistentes Sociais

Somos uma profissão que tem o compromisso do trabalho com as Pessoas, para que seja cumprido o direito a serem membros efetivos da sociedade e participantes ativos no seu desenvolvimento.

Paradoxalmente, temo-nos vindo a confrontar com uma fraca capacidade quanto à nossa própria participação na estrutura que nos representa, a que pode salvaguardar a nossa identidade profissional no que ela tem de especificidade para o exercício da intervenção social.

Tal paradoxo remete para uma preocupação: a de podermos estar a dar um valor maior ao que sejam as nossas diferenças individuais do que ao nosso vasto património comum, com consequências ao nível do fortalecimento da estrutura de representação cuja missão é fazer ouvir a nossa voz.

Ainda que com algumas diferenças nas formas de enfrentamento de problemas sociais e na resolução de necessidades sociais, os princípios e valores do Serviço Social não são discutíveis, porquanto representam o compromisso da classe profissional para com a sociedade e para com os cidadãos que não encontram nela a justiça social a que têm direito. É esse compromisso que nos deve orientar e que deve ser o elemento chave a unir os Assistentes Sociais e ao qual deve ser dada a devida importância e expressão, seja ao nível interno, seja perante a sociedade onde atuamos.

Eleitos há cerca de um mês, reiteramos s nossa vontade e empenho numa maior proximidade aos Assistentes Sociais, independentemente de serem ou não associados da APSS, envolvendo-os nos debates fundamentais sobre os campos e os desafios da profissão. Pretendemos, também, maior desenvolvimento dos canais de comunicação com a sociedade civil e com o sistema político, como forma de participação da classe profissional na vida social e política.

É nosso objetivo o maior dinamismo das Delegações Regionais, na expetativa de construção de uma classe mais unida, mais ativa e mais envolvida na reflexão da vida quotidiana, quer no que diz respeito às condições do exercício profissional, que às condições de vida dos cidadãos. Expectamos, também, que um número cada vez maior de Assistentes Sociais participe na análise e na elaboração de propostas que influenciem as decisões políticas, de natureza e nível diversos, num processo colaborativo que deve dar expressão aos conhecimentos e às competências que foram sendo consolidados na vida profissional e na vida académica.

Júlia Cardoso

Presidente da Direção da APSS